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| Hotel Burj Al Arab, o único (auto-intitulado) sete estrelas do mundo |
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Conhecer algum país da África há tempos era meu sonho. Já morei em alguns lugares – Inglaterra, Canadá, Alemanha, Holanda, além do bom e velho Brasil – e conheci muitos outros, mas nunca fiquei tão ansiosa para respirar o ar de um determinado destino como nessa viagem. O lugar que me tirou do sério foi Uganda.
O trajeto São Paulo–Dubai foi longo e turbulento. Chegamos à principal cidade dos Emirados às 22h, depois de 16 horas no avião. Não senti o choque que imaginei que fosse sentir. Sim, muitos árabes com seus trajes típicos, mulheres – lindas, diga-se de passagem – com suas abayas (tipo de vestido que cobre todo o corpo, exceto face, pés e mãos e é tradicionalmente preto). Mas também muitas australianas, inglesas e brasileiras tipicamente vestidas com shortinho, regata e havaiana.
Quase uma Las Vegas
Os Emirados Árabes Unidos são uma federação de sete emirados: Dubai, Abu Dhabi, Ajman, Fujairah, Ras al Khaimah, Charjah e Umm al Qaiuain, situados na península arábica, no sudoeste da Ásia, região conhecida como Oriente Médio. Dubai é o mais internacionalizado dos Emirados e o único que permite a presença de templos de outras religiões e o comércio de bebidas alcoólicas, embora somente estrangeiros com autorização possam consumi-la.
Chegamos ao hotel e, feito o check-in, saímos para um tour noturno de táxi pela cidade. O motorista, um indiano simpático que nos contou sobre a cultura local – como os não-árabes (indianos e paquistaneses que migraram para lá nos anos 90 devido ao boom na construção civil) são considerados cidadãos de segunda classe –, nos guiou por Dubai durante três horas. Foi o suficiente para percorrer boa parte da cidade e ter uma idéia de como será a Las Vegas do futuro.
Passamos pelo prédio mais alto do mundo, o Burj Dubai, que, quando ficar pronto, deverá medir mais de 800 metros – o atual prédio mais alto do mundo, o Taipei 101, em Taiwan, tem 509 metros.
Em seguida, passamos pelo único hotel sete estrelas (auto-intitulado) do mundo, o Burj Al Arab. Eu, que normalmente acho tudo brega, até que gostei da construção em forma de vela içada, cuja fachada troca de luzes a cada minuto. Mas ainda não foi dessa vez que descobri se a diária de US$ 10 mil vale a pena.
Para encerrar o táxi tour seguimos para o bairro novo da Marina, onde fica a segunda maior marina do mundo, e passamos pelo região “velha” da cidade, Al Bastakiya. Vale ressaltar que até trinta e poucos anos atrás Dubai era o oposto do que é hoje. De minúscula vila de pescadores passou a ser um dos centros urbanos mais modernos do mundo. No início dos anos 70, o então emir (comandante) de Dubai, xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum, decidiu diminuir a dependência do petróleo e optou por focar o turismo e, conseqüentemente, o desenvolvimento imobiliário, além da manufatura e do comércio de bens de consumo. Hoje, somente 6% da economia de US$ 37 bilhões é procedente do petróleo.
Retornamos ao hotel por volta das quatro da manhã, sentamos no restaurante e conversamos até as oito, hora de ir ao aeroporto e embarcar para o tão aguardado destino. |
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