Revista TPM

 
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Postado em 18.02.2010 | 11:02 | por Luara Calvi Anic
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Ele veste uma bermuda do Dark Side of The Moon enquanto rebola sem cueca por baixo. Ela, gatíssima, tem um corte de cabelo comprido, raspado e completamente loiro-branco. O terceiro componente parece mudo e tem uma folha de maconha na testa. O trio sul-africano de zef-rap, ou rap caipira, Die Antwoord foi "descoberto" pela internet há pouco mais de dez dias. Depois do site boingboing.net postar um clipe-documentário com o rapper Ninja, sua amiga de infância (futuristik rich bitch) Yo-Landi Vi$$er e o DJ mudo Hi-Tek, os vídeos do trio tiveram mais de 200000 visitas no Youtube. Se isso não é algo montado, e se eles surgiram mesmo de um bairro ensolarado no meio da África do Sul, 2010 começou bem animado.

Espia: Pitchfork falou. Mas, boingboing falou antes. O site tem fotos ótimas do trio. E não esquece de reparar em uma das toscas-incríveis tatuagens do Ninja. Em uma delas: "A Woman is more dangerous than a loaded pistol".

Taxijam presents Die Antwoord from taxijam on Vimeo.

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Postado em 09.02.2010 | 12:02 | por Luara Calvi Anic
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Para dividir a meia dúzia de carimbos do meu passaporte, publico a capa e a página noturna do meu caderno de viagem de Viena, Áustria. Já levantei a bandeira da circulação de cadernos de viagem pessoais, em vez de só o Lonely Planet de sempre. Não dá para todo mundo usar o mesmo guia, e visitar o mesmo restaurante que não sei quem passou a lua de mel dois anos atrás. Por isso, sugiro que dividam seus guias pessoais, como já escrevi aqui.

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Postado em 07.02.2010 | 20:02 | por Luara Calvi Anic
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Amsterdã

Amsterdã

artista:?

 

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Postado em 06.02.2010 | 11:02 | por Luara Calvi Anic
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Amsterdã artista: Johann + Hanna + Rasmus Collab http://www.flickr.com/photos/pushthebutton/2453768073/

Amsterdã

artista: Johann + Hanna + Rasmus Collab http://www.flickr.com/photos/pushthebutton/2453768073/

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Postado em 02.02.2010 | 20:02 | por Luara Calvi Anic
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(foto: Daigo Oliva)

(foto: Daigo Oliva)

 

Fodido e Xerocado é um fanzine punk de fotografia. São fotos em xerox bem preto, daqueles que sujam a ponta dos dedos. A partir de sexta, 5/2, a dupla Daigo Oliva e Mateus Mondini, fotógrafos e autores do zine, vai preencher as paredes do Espaço Soma, em São Paulo, com toda essa sujeira preta. Serão 85 metros quadrados de lambe-lambes e mais de 30 fotos tiradas em sete anos de shows, suor e cliques. A dupla acaba de participar de uma edição de fotografia do clássico fanzine americano Maximum Rocknroll. Na abertura, show da banda Busscops e discotecagem Double Seven. É grátis, como um bom fanzine punk deve ser.

Espia: Espaço Soma - r. Fidalga, 98, Vila Madalena, São Paulo - SP. A partir das 19h30.

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Postado em 20.01.2010 | 16:01 | por Luara Calvi Anic
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Rainbow Arabia é mais uma dessas bandas divertidinhas e coloridas, como as também americanas Telepathe e Yacht. Roupitchas flúor, música animada. Inspirados no pop do Oriente Médio, lançaram, ano passado, kabukimono. É batida eletrônica, tecladinhos, música árabe.
Será que se eles tivessem vindo antes para o Brasil montariam uma Rainbow Brazil? Banda fruto de uma pesquisa em mais um país "exótico"? De qualquer forma, o disco é bem animado e dançante (apesar do tecladinho constante dar uma cansada). Vale ouvir, e assistir, hoje no Club Neu, em São Paulo. Chegue cedo porque o lugar é pequeno e costuma encher.

Espia: Club Neu - Rua Dona Germaine Burchard, 421 - Água Branca - São Paulo - SP. Hoje, 20/01, às 23h. www.clubneu.com.br
Abaixo, "Lost in the Supermarket" das Arábias.

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Postado em 15.01.2010 | 18:01 | por Luara Calvi Anic
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Homens, Vincent Gallo não é um porre. Saio em defesa dele com seu Buffalo 66, de 1998. Um ex-presidiário é liberado da cana depois de cinco anos, sequestra uma mocinha sapateadora e... adivinha? No papel de Billy Brown, o ex-presidiário carente e disfarçado de durão, está Vincent Gallo. Dirigido por ele próprio, os melhores takes, os melhores figurinos, o melhor corte de cabelo são de Billy, claro. Em uma cena num banheiro público ele enche de porrada um gay impressionado com o tamanho do seu... "It's so big", arrisca dizer e toma na cara. (Is it so big? Jura, Vincent? Pffff.) Presente na lista dos 36 melhores filmes independentes já feitos, segundo a revista Empire, o filme traz o típico personagem charmoso e marginal solto numa cidade qualquer dos Estados Unidos. Calça apertada, jaqueta de couro, cabelo desgrenhado, mãos ao volante. Filmado em película barata, tem aquela cor de cromo vencido que dá gosto de ver. A mocinha sequestrada, Wendy, é meio tapada (Wendy é Christina Ricci, a Vandinha de Família Adams). Billy é grosso, grosso, grosso com ela. Mas, Wendy gamou em Billy. Já os homens costumam torcer o nariz para Vincent... ou Billy. Abaixo, uma cena clássica do filme. Christina Ricci dançando Moonchild, de King Crimson, depois de tomar mais uma patada do amado/sequestrador.

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Postado em 13.01.2010 | 15:01 | por Luara Calvi Anic
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Cássia Kiss só tem 52 anos. E isso não é ironia. Quatro filhos, três casamentos, mais de 20 novelas, bulimia, bipolaridade, o assassinato de Odete Roithman. Ainda tem fôlego? Então vire a página e tome um tiro desta mulher que saiu de um cortiço para se tornar um dos maiores nomes da TV brasileira

Pergunte para o seu namorado. Um dos primeiros peitos não maternos que ele viu na vida pode ter sido de Cássia Kiss. Era 1989 e os seios da atriz apareceram em horário nobre. A função era social, ensinar as brasileiras como fazer o autoexame de prevenção ao câncer de mama. “Meus peitos eram a oitava maravilha do mundo”, brinca. Há um ano, mais uma vez os peitos de Cássia Kiss causaram polêmica. Foi quando ela revelou, numa entrevista à Marília Gabriela, que dava de mamar para o filho de 4 anos. Comentários, piadas de mau gosto e análises freudianas não faltaram na época.

Cássia Kiss é mesmo uma mulher de peito. Tanto que ultimamente ela tem declarado, nunca antes com tanto orgulho, ser “a mulher mais feliz do mundo”. É que, há um ano e três meses, conheceu, em um aeroporto, o médico e psicanalista João Magro. Apaixonada, terminou uma relação de 12 anos com o jornalista Sérgio Brandão, com quem teve dois de seus quatro filhos. Trocou alianças com o novo par em setembro e, desde então, é em João e na família que ela está focada. Para que esta entrevista saísse, foi preciso marcar duas baterias de conversa, já que na primeira a atriz praticamente só falou do novo amor.

Sem rótulos
Cássia nasceu em São Caetano do Sul, Grande São Paulo. Filha de uma dona de casa e de um mecânico, saiu de casa aos 15 anos para se tornar uma das grandes representantes da telenovela brasileira. Em seu currículo estão 19 novelas, 7 minisséries e 13 filmes. Foi Lulu de Roque Santeiro (1985), Leila de Vale Tudo (1988), Maria Marruá de Pantanal (1990), Guiomar de Um Só Coração (2004), Maria da minissérie JK (2006) e, recentemente, fez sucesso como a beata Mariana, da novela Paraíso. “É legal ver que ninguém me rotulou. Não sou a vilã, não sou a mocinha, não sou o bandido, não sou a velhinha.” No cinema fez, entre outros filmes, Bicho de Sete Cabeças (2001), Meu Nome não É Johnny (2008), Chega de Saudade (2008) e acaba de ganhar o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival do Rio pelo filme Os Inquilinos (2009).

Aos 52 anos de idade e 31 de carreira, depois de quase uma década longe do teatro, voltou ao palco sob a direção de Ulysses Cruz. Zoológico de Vidro, de Tenesse Williams – em montagem superelogiada pela crítica especializada –, está em cartaz até dezembro, no Rio. O diretor é amigo da época em que Cássia fazia teatro amador, era macrobiótica, discípula do guru indiano Osho, comia apenas dois potinhos de arroz integral por dia e morava numa quitinete sem cortinas, tamanha a dureza financeira.

Hoje a atriz vive num apartamento espaçoso na Barra da Tijuca, no Rio, com o marido e os quatro filhos: Joaquim Maria, 13, e Maria Cândida, 12, de sua relação com o publicitário José Alberto Fonseca; Pedro Gabriel, 6, e Pedro Miguel, 5, do casamento com o jornalista Sérgio Brandão. São agregadas também a empregada de Cássia e sua filha de 15 anos. Na sala de estar, dois sofás de pano em diferentes tons de verde, vasos de orquídeas brancas, um skate largado no canto e quadros de artistas brasileiros como Heitor dos Prazeres e Iberê Camargo. “Cansei de todos, quero trocá-los por quadros de flores”, diz. Enquanto toma seu misoshiro e bebe suco de uva orgânica, Cássia, à vontade em sua casa, abre o peito para a Tpm.

Tpm. Como é que você, com as rugas naturais da idade, lida com as fórmulas mágicas de beleza que impregnam as revistas femininas esta época do ano?
Cássia Kiss. Nunca tive isso. Sou uma mulher de 52 anos e nunca fui prisioneira de nada, de padrões, de jeito nenhum. Admiro o caminho que eu escolhi. O caminho de envelhecer é bonito, quero envelhecer com dignidade.

Você é contra plásticas?
Não tenho nada contra quem faça, apesar de achar que muita gente acaba estragando o próprio rosto. Quanta vezes você não ouve “ah, aquela pessoa era tão bonita. Ih, um olho fecha o outro não”? Sei que me veem e dizem “por que ela não puxa um pouquinho aqui?”. Porque prefiro fazer personagens de que digam “como ela está bonita com essa personagem”. Se eu for contar a história de uma mulher bonita, vou fazer de tudo para fazer uma mulher bonita, estar com um belo cabelo, uma pele linda, um corpo bacana, um figurino legal.

Você tem dito em entrevistas que depois de 26 anos de depressão e bipolaridade é a mulher mais feliz do mundo. Quem era a Cássia bipolar e o que mudou nela?
Ser bipolar é perder o controle. Você perde a paciência num nível mais agudo com os filhos, por exemplo. Quando vê está sacudindo a criança, falando mais alto. Vira meio bicho, sabe? É uma coisa que amedronta as pessoas. Aí volta e quer se desculpar, mandar flores, pede perdão, chora. Repeti isso muitas vezes. Um medicamento e acompanhamento evitam que isso aconteça. Mas tomar medicamento não é o fundamental. Importante é o ambiente familiar. É ele que te torna doente. Leia o texto completo aqui.

(texto publicado na edição #94 da Tpm)

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Postado em 12.01.2010 | 11:01 | por Luara Calvi Anic
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(Foto de internet, com Dan Deacon em algum lugar do mundo, no meio do povão)

(Foto de internet com Dan Deacon em algum lugar do mundo, no meio do povão)

Aquele quase animador de festas infantis, que tocou no Tim Festival de 2008 e fez a plateia dançar quadrilha e rebolar até o chão, o americano Dan Deacon, ficou no meu coração. Por isso, num dia nostálgico, fui atrás dele e descobri este belo clipe. O vídeo é parte do ótimo disco Bromnst, lançado em março de 2009.

Espia: Vídeo do show em São Paulo: http://www.youtube.com/watch?v=otiXqn7HNVg; http://www.myspace.com/dandeacon

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Postado em 07.01.2010 | 17:01 | por Luara Calvi Anic
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Passei parte das minhas férias dentro de um container em Amsterdã. E isso não foi nada ruim. Famosa pela arquitetura inteligente, a Holanda tem grandes prédios feitos a partir de caixas de ferro, aquelas que viajam o mundo carregando coisas. Este container em que estou instalada é parte de um conjunto habitacional para estudantes. A Cohab mais simpática da Europa é formada por containers sobrepostos, cada caixa é um apartamento com cara de quitinete (detalhe é que o prédio fica ao lado do grande presídio de Amsterdã, o Bijlmerbajes). Os apartamentos tem, no máximo, 26 metros quadrados com banheiro, cozinha, varanda e aquecedor. No Brasil, as escolas de lata do Pitta (in memorian) eram do mesmo material e viravam um microondas de tão quentes. Mas, de repente, como moradia e acompanhado de um bom ar condicionado... eu moraria em um.

Abaixo, fiz um videozinho que mostra o frio das últimas semanas e os containers tão charmosos (repare: o prédio vizinho rodeado por um canal é o tal presídio).

My container is my castle from Luara Calvi Anic on Vimeo.

Espia. Empresa que monta as casas container onde o cliente mandar, e por quanto tempo ele quiser: http://www.tempohousing.com/

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