Revista TPM

 
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Postado em 05.03.2010 | 08:03 | por Ana Manfrinatto
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Taí a bando do amor

Taí a bando do amor

Caetano, toca London London?

Caetano, toca London London?

O panorama aqui em Buenos Aires é este: hoje e amanhã tem show do Caetano Veloso no teatro Gran Rex. Meu ingresso está obviamente comprado há quase um mês e eu nem me dei ao trabalho de avisar sobre o show aqui no Nos Ares primeiro porque tem outdoors com a cara do Caê em toda a cidade e segundo porque no comecinho da semana os ingressos mais caros, de 240 pesos, já estavam acabando.
Caetano é AMOR. (Por isso aguardem o post pós show!)

Daí rolou a notícia de que o Pedro Sá e a banda Do Amor fariam um show after Caetano na sexta-feira. Resultado: ingresos esgotados e uma nova data adicionada, desta vez no sábado. Para quem está a fim de ir, tem que batalhar um ingresso no próprio Plasma (Piedras 1856, San Telmo) o una loja Oid Mortales (Corrientes 1145, loja 17, Centro).

O Pedro Sá todo mundo conhece: é o cara que produziu, arranjou e tocou nos discos “Cê” e “Zii e Zie” de Caetano e também fez parte do projeto +2 do Moreno, do Domenico e do Kassin. A banda Do Amor (que de entrada conquista o coração de qualquer pessoa só pelo nome) é formada por Gustavo Benjão, Gabriel Bubu, Marcelo Callado e Ricardo Días Gómez – sendo que estes dois últimos também tocam com o Caetano em “Cê” e “Ziie e Zie”.

Além dessa brasilidade, desse tropicalismo, desse samba e desse rock todo (delííícia), também rola apresentação da banda argentina Morbo&Mambo, cuja base é o groove e o set é criado segundo a tempetarura e época do ano.

Caetano é amor.

Do amor é amor.

E o Pedro Sá acha que o amor é importante, porra.

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Postado em 02.03.2010 | 14:03 | por Ana Manfrinatto
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Nos dias 4, 5, 9, 10 e 11 de março o artista catalão Albert Pla sobe ao palco do Niceto Club para apresentar o seu último trabalho, chamado “La Diferencia”. Sozinho sob as luzes da ribalta, o que Albert Pla faz é um espetáculo multimídia.

Digo, literalmente multimídia.  Ele assovia e chupa cana ao mesmo tempo. Ou melhor dito, ele canta, toca guitarra e controla as luzes do espetáculo. Para quem não conhece o artista, vale a pena dar uma bisbilhotada no site dele e também neste vídeo, que é impressionante.

Vai lá:
Albert Pla no Niceto Club
As entradas vão de 60 a 100 pesos
Niceto Vega 5510, Palermo

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Postado em 25.02.2010 | 13:02 | por Ana Manfrinatto
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Tirinha de estréia do Liniers na Folha de S. Paulo

Tirinha de estréia do Liniers na Folha de S. Paulo

Ricardo Liniers e suas criações

Ricardo Liniers e suas criações

Vai só até domingo (28/02) a Mostra Macanudismo. Esta é a primeira vez que o a cartunista argentino Ricardo Liniers faz uma mostra retrospectiva de sua carreira. Vai ter de tudo: tirinhas originais nunca d’antes exibidas, ilustrações, pinturas e um catálogo desenhado com direção do próprio Liniers que será vendido tanto no Centro Cultural Recoleta como em demais livrarias.

Que mais? Ah, para hoje à noite, dia da abertura do evento, estão prometendo um show de Kevin Johansen, músico que é parceiro de velhas datas de Liniers e, dizem as más línguas, namorado de uma cantora brasileira. O mais bacana é que quando os dois se juntam, Kevin canta e Liniers vai desenhando ao vivo e tudo é projetado num telão. Terminado cada desenho, ele faz um aviãozinho de papel e joga para o público. Igual o Sílvio Santos.

Tomara mesmo que role o show!

Para quem não conhece o trabalho de Liniers, ele tem uma série chamada Macanudo, o que, aqui na Argentina, é o adjetivo utilizado para descrever uma pessoa gente boa ou atitude bacana. Dá pra acompanhar as tirinhas dele pelo site ou então pelo jornal Folha de S. Paulo, que desde o ano passado publica quadrinhos do Liniers.

Vai lá:
Centro Cultural Recoleta
Junín 1930, Recoleta
www.centroculturalrecoleta.org

 

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Postado em 22.02.2010 | 15:02 | por Ana Manfrinatto
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Ana Manfrinatto

Se eu fosse a Ana Maria Braga eu diria "pena que a televisão não tem cheiro"

O "pollo a los tres aromas" do Palitos

www.buenosairesphotographer.com

Coisinhas

Coisinhas

O Barrio Chino, em Buenos Aires, não é propriamente um bairro – mas sim uma determinada área dentro do bairro de Belgrano onde há toda sorte de restaurantes, supermercados e lojinhas que vendem balangandãs chineses e coisinhas orientais em geral.

Como eu não sou muito fã da comida lá do outro lado do mundo, nunca havia comido por lá. Mas calhou que nas últimas semanas eu almocei duas vezes por lá e adorei.

Assim como visitar o bairro da Liberdade (em São Paulo), bacana é passear pelo Barrio Chino nos finais de semana para comer e fazer comprinhas. Alguns supermercados são tão incrementados que dá para encontrar não somente produtos orientais, mas produtos importados de vários outros países incluindo o Brasil. Tem leite de coco, molhos de pimenta, temperinhos, maracujá fresco etc.

Quanto aos restaurantes, eu recomendo os dois únicos que eu conheço porque a comida estava excelente.

Um deles é o Siempre Verde, vegetariano onde eu comi um prato de tofu com vegetais ao molho de curry. Farto e picante pacas, o prato era uma delícia.

O segundo deles é o Palitos, que conquistou meu coração. Porque embora o atendimento não seja o forte do lugar, diria se tratar de uma experiência única o momento em que o garçom abre a caçarola de "pollo a los tres aromas" na mesa: o cheirinho do frango cortadinho cozido com muito alho, gengibre e manjericão é único. E o prato é gostoso a beça.

Vai lá:

Siempre Verde

Arribeños 2127, Barrio Chino

Palitos

Arribeños 2243, Barrio Chino

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Postado em 19.02.2010 | 19:02 | por Ana Manfrinatto
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Ana Manfrinatto

O patriotismo é um egoísmo em massa

O patriotismo é um egoísmo em massa

Neste feriado de carnaval eu cruzei o Rio da Prata para dar uma banda em Montevidéu e, caminhando pela cidade, encontrei com esta frase rabiscada em um muro: “o patriotismo é um egoísmo em massa”.

Resolvi compartilhar esta foto com vocês porque imediatamente ela me fez lembrar da polêmica da semana passada envolvendo o texto de um escritor argentino publicada no jornal Crítica relatada neste e neste post.

Tanto o Brasil quanto a Argentina são países formados por imigrantes que vieram de todo o mundo para “fazer a América” e, desta forma, ter uma vida melhor.

E hoje, em pleno século XXI, vivemos a chamada globalização e o homem continuando cruzando o globo seja por um prato de comida, um amor, ou porque “sempre existirá Paris” e, com isso, a mesma promessa de uma vida melhor.

Como diz o MV Bill, tamo junto e misturado, não é mesmo?

O mais bacana nesta polêmica toda foi o espaço para discussões que se abriu. Foram trocas e mais trocas de e-mails entre a comunidade de brasileiros em Buenos Aires, entre os correspondentes internacionais de todo o mundo que moram por aqui e também no blog.

É por isso que eu agradeço super a participação dos leitores do Nos Ares por terem levantado questões bacanas sobre o tema.

Caio Oliveira, Carolina Vasconcellos, Catarina S., Fernanda, Gisela Dias, Gisele, Jairo Neto, Júlia G., Julita Mara Pires, Ludmilla Lima, Maira Teresa Lima Pereira, Marce, Mariana Souza Bernal, Maru, Taís Campelo Lucas e Túlio P. B... Muito obrigada!

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Postado em 18.02.2010 | 15:02 | por Ana Manfrinatto
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Emir Kusturica and The No Smoking Orchestra

Emir Kusturica and The No Smoking Orchestra

Mês passado eu estava em São Paulo e a mina amigona Aline mandou um e-mail para turma falando “meu, essa festa no Berlin vai ser ótima”. Daí eu entrei no site do Berlin e vi que naquela noite tocaria o DJ argentino Simja Dujov, cujo set era formado por cumbia, música balcânica, latina e judaica.  

Eu respondi o e-mail dizendo que provavelmente seria bem massa essa balada mas que eu preferia ir num samba – não porque eu sou chata, mas porque quase todas as festinhas em que eu vou com a turma aqui em Buenos Aires tem esta mesma pegada.

Enfim, tudo isso para dizer que os argentinos gostam tanto de uma música lá do leste europeu que hoje quem faz show no Luna Park é o diretor de cinema sérvio Emir Kusturica e a sua The No Smoking Orchestra.

E amanhã tem Fiesta Bubamara, que rola desde 2002 com o blá blá blá de difundir músicas étnicas – sobretudo as de origen balcânica. Digo “blá blá blá” porque o mais importante da Bubamara é que ela é divertidíssima, daquelas festas para dançar do começo ao fim.

A edição de amanhã acontece no Salón Armenio (Armenia 1353) e tem show ao vivo da banda Onda Vaga e Michael Mike.

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Postado em 10.02.2010 | 18:02 | por Ana Manfrinatto
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Ana Manfrinatto

Em janeiro de 2009, na minha ida com a Fer à editora

Em janeiro de 2009, na minha ida com a Fer à editora

Mas o pior ainda está por vir... Mariana Pereira, amiga e blogueira de Villa Crespo, acaba de me avisar que Washington Cucurto, o escritor ao qual eu me referia no post passado, na verdade não existe.

Quer dizer, ele é um personagem criado por Santiago Vega. “Assim como o Micky Vanilla do Peter Capusotto. Assim como a Odette Roitman”, disse a Mari. E que a linguagem chula é a verdadeira marca do personagem.

Foi aí que tudo fez sentido... Lembramos que ele foi diretor da Eloísa Cartonera, uma editora/cooperativa criada por artistas argentinos. É assim: os livros são feitos com papel reciclado pelos “cartoneros”, pessoas que recolhem lixo nas ruas de Buenos Aires. As capas são feitas a mão e as brochuras são xerocadas pela turma da cooperativa na sede da editora, em La Boca.

Digo mais: eu conheci o trabalho da Eloísa Cartonera na 27ª Bienal de São Paulo e, in loco, em janeiro de 2008 – neste dia uma amiga e eu passamos a tarde na editora pintando a capa dos livros que havíamos escolhido para levar.

A grande verdade é que eu pensei em apagar o post anterior para evitar mal entendidos. Mas resumi assumir a gafe, ou melhor, a ignorância – já que eu não sabia que o tal Washington Cucurto é um personagem do Santiago Vega etc.

De qualquer forma eu imagino que muitos leitores do jornal Crítica de la Argentina, assim como eu, não sabem/sabiam que tal escritor se trata de um personagem cuja marca é a linguagem chula etc. E, neste caso, qual é a impressão do leitor? Que determinado meio de comunicação está avalando um texto de caráter preconceituoso de determinado escritor.

Mezzo errata porque eu não sabia que Cucurto era um personagem.
Mezzo mozzarella porque continuo achando grave que um texto de cunho preconceituoso – de autor real ou não - saia publicado nas páginas de um jornal.

Fica aí a reflexão e o meu pedido de desculpas pela confusão!

 

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Postado em 10.02.2010 | 16:02 | por Ana Manfrinatto
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Joanna Rees

Que atire a primeira pedra quem não gosta de comprar perfume pela metade do preço!

Que atire a primeira pedra quem não gosta de comprar perfume pela metade do preço!

Ontem definitivamente não foi um dia legal pra mim. Tudo começou quando a simples missão de comprar um modem sem fio – que a Claro anuncia como sendo a forma mais simples de se conectar a internet – que acabou se tornando um périplo sem fim. Resumindo: porque eu sou estrangeira tive que comprar o aparelho em vez de ganhá-lo junto com o pacote mensal e, chegando em casa, percebi que o sistema está longe de ser tão fácil quanto parece e, para ajudar, que não tem sinal onde eu moro. Ou seja: um caos.

E enfim, no final deste mesmo dia o que é que eu encontro no jornal Crítica de la Argentina, até então respeitado por mim? Um texto do escritor argentino Washington Cucurto cheio de agressões aos brasileiros que circulam aqui por Buenos Aires. Ele comenta que viu centenas deles em uma tarde na rua Lavalle, que “dá coisa” ver como a valorização do real beneficia os compatriotas que desembarcam no aerporto internacional de Ezeiza e compram tudo o que vêem pela frente: alfajores, artigos de couro, suéters de cashmere.

Também disse ser insuportável o murmúrio “em português ou em malíssimo espanhol que eles chamam de portunhol” escutado nas ruas.  Tem uma parte que diz assim: “amam Buenos Aires assim como amamos suas praias e seu sexo fácil. É que Buenos Aires não pode ser comparada com o inferno que é São Paulo. Buenos Aires é cordial, tranquila e até mesmo afetuosa e melancólica”.

E o texto segue nesta mesma linha dizendo que os brasileiros viajam para a Argentina também para “se cagar de frio” em Bariloche ou “tirar fotos com umas baleias estúpidas” no sul.  E embora o senhor Washington Cucurto admita ter inveja do Brasil, de suas praias e mulatas que, segundo ele, dá pra passar três dias olhando a bunda sem cansar; foi lamentável ler tudo isso.

E não é porque eu sou brasileira, não! Seria lamentável ler algo assim sobre qualquer tipo de imigrante e/ou grupo de turistas presente em qualquer território. Porque isso é preconceito.

Sim, nos circuitos turísticos da cidade há zilhares de brasileiros que caminham pelas ruas falando alto e consumindo ao montes. Porque sim,  a conversão é super favorável (1 real vale pouco mais de 2 pesos argentinos) e permite que muitos brasileiros que quiçá nunca tenham saído do país venham a Buenos Aires para passear e movimentar a economia como nunca (eu tenho gosto de ver nossos compatriotas comprando geral no Free Shop). E assim como há este tipo de brazuca por aqui, também tem o estudante de comunicação social que vem com a mochila e fica hospedado em albergue da juventude e o brazuca high class que tem amigos argentinos frequenta torneios de pólo.

É que eu não sou deselegante, senão ligaria para o senhor Washington e diria que estes brasileiros a quem ele se referem equivale às hordas de turistas argentinos que, na época do 1 a 1, enchiam as areias de Florianópolis e voltavam com as malas cheias de camisetas de algodão, toalhas e lençóis brasileiros. Se eu fosse deselegante também diria que argentinos e argentinas talvez busquem “sexo fácil” em terra brasilis porque não suportam a histeria dos seus compatriotas. Pelo menos é isso o que os meus amigos argentinos dizem...

Mas, repito, não sou deselegante. E também não sou preconceituosa como o senhor Washington. Justamente porque eu sei que tanto aqui como no Rio de Janeiro há todo tipo de turista. Assim como em todo o mundo, seja no país que for, há todo tipo de gente: que é legal e que não é.  E se ouvir comentários preconceituosos em relação a bolivianos, peruanos e negros (que aqui são as pessoas de tez morena vindas do norte argentino) não é nada legal, ler um artigo preconceituoso em relação aos brasileiros publicado no jornal também não o é. Né?

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Postado em 05.02.2010 | 18:02 | por Ana Manfrinatto
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Queridíssimo Alamgro por onde meu All Star vermelho de cano alto já rodou bastante...

Queridíssimo Alamgro por onde meu All Star vermelho de cano alto já rodou bastante...

E o meu Abasto (sub bairro de Balvanera)

E o meu Abasto (sub bairro de Balvanera)

Daí que a prefeitura convidou 48 jovens artistas para que cada um deles retratasse, a seu bel prazer, cada um dos bairros portenhos. Segundo o site do projeto, a ideia é que cada ilustração mostre o passado latente e o presente emergente da cidade.

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Postado em 30.01.2010 | 01:01 | por Ana Manfrinatto
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Che, te pido un licuado de blueberry con ananá?

Che, te pido un licuado de blueberry con ananá?

Exagero? Que nada... Hoje à tarde a temperatura em Buenos Aires era de 37º, sendo que a sensação térmica, devido à umidade, faz com que as caminhadas pela cidade sejam uma verdadeira cruzada em meio ao Saara. Fica aí o post prometido com a lista de lugares pra se jogar num suquinho refrescante!

A revista OHLALÁ elencou os quatro melhores lugares de Buenos Aires para tomar sucos naturais, que são chamados de “licuados”. Se você mora no Brasil e acha que esta informação é irrelevante, explico: diferente da terra brasilis, lugar com uma barraquinha de suco em cada esquina, na Argentina as pessoas não tem costume de tomar sucos naturais e, além do mais, eles são caríssimos.

Um “exprimido de naranja” (suco de laranja natural) nunca custa menos de dez pesos argentinos. As prateleiras do supermercado também dão depressão... Só tem suco de caixinha de laranja, pomelo, pêssego, pêra, maçã e o intragável multifruta. Quem salva a minha vida é o Citric, de laranja, o único de caixinha que é natural e não tem açúcar.

Ou seja, suco é um luxo! Sobretudo pra mim, que adoro acordar de manhã, entrar numa padóca, olhar para as frutas penduradas no teto e pedir um suco de laranja com morango (sem açúcar, claro!) e um pão com manteiga na chapa.

Entendeu o drama? Mora em Buenos Aires e compartilha do mesmo problema?
Então vai lá:

Pura Vida
Uriburu nº 1489
A recomendação é o “Tango tropical”: abacaxi + morango + banana + papaya + suco de laranja. Meio litro sai por $11.

Buenos Aires Verde
Gorriti nº 5657
A revista indica o “Súper sano” (super saudável): pera + maca + leite de amêndoas + azeite de chía + espirulina. O copo custa $17.

Vermouth
Nicaragua nº 5602
A OHLALÁ diz que por aí os gostos são mais clássicos como banana com leite e pêssego com laranja. Um copo sai por $8.

Cusic
El Salvador nº 6016
Eles dizem que o mais gostoso é o “Arhielo Canelo”: manga + iogurte + canela por $14 cada copinho.

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